Relação Abusiva e o Processo Terapêutico

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Atualmente o tema relacionamento abusivo está em voga dando-se deste modo ênfase às características e consequências tóxicas dessa relação. Aqui surge um pensamento: o que leva alguém a permanecer ou até mesmo se envolver nesse tipo de relação mesmo que não exista a consciência do sofrimento vivenciado?

Sabe-se que a infância é o ponto de partida para o desenvolvimento da visão de si, do outro e do mundo em que se vive por meio da experiência. Pensando em relacionamento, é neste período em que todos os registros no que se refere às relações serão iniciados. Ou seja, tanto o ambiente como outros fatores são fundamentais na construção de um bom desenvolvimento em todos os aspectos da vida do ser humano, inclusive os emocionais. Logo, por não conseguirem assimilar de modo crítico o que acontece dentro do núcleo relacional (este pode ser familiar ou outro)  a criança apenas absorve o que o ambiente lhe proporciona.

Deste modo cria-se a convicção de que o lugar de que ocupamos no espaço é o lugar apropriado e comum para existir. Crianças desconsideradas ou desestimadas tem grande possibilidade de sentir-se sem valor e na vida adulta estabelecerem relacionamentos em que se coloquem nessa posição, ou até mesmo crianças que vivenciam lugares violentos ou emocionalmente tóxicos passem a acreditar que o mundo é assim e isso dificulta um reconhecimento e um questionamento sobre os relacionamentos abusivos por exemplo.

Pensando no trabalho com pessoas que vivenciam um abuso na relação, é interessante compreender que o foco do trabalho não está apenas no processo de conscientização do relacionamento abusivo / tóxico ou até mesmo promover o distanciamento do chamado “abusador”. O processo terapêutico precisa incluir o entendimento dessas experiências vividas que provavelmente as mantém nessa situação, desenvolvendo ou criando novas possibilidades e crenças funcionais.

Grazielle Simone Alves Pereira

Grazielle Simone Alves Pereira

CRP: 06/164526
Psicóloga clínica graduada pela Universidade Cruzeiro do Sul e
Pós-graduando na abordagem Gestalt.

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Por que fazer Psicoterapia?

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Ultimamente a pandemia tem nos levado a vários questionamentos e sentimentos, pois jamais vivemos um momento como esse. A nossa liberdade se tornou tão valiosa, já que agora se encontra limitada em vários contextos. Dessa forma, podemos nos sentir angustiados, reprimidos e preocupados com o que está por
vir. Como o mundo será? Como será novo normal? Como serão as relações?

São tantas as indagações que é de se esperar que nos sintamos tão ansiosos! A psicoterapia pode ser uma aliada para que você se sinta melhor.

Mas o que é psicoterapia?
Psicoterapia é uma técnica onde o psicólogo e o paciente trabalham juntos para resolver as questões trazidas por esse. Existem vários tipos de tratamento psicoterapêutico, mas todos têm em comum levar qualidade de vida as pessoas. Através da fala, o paciente expressa seus pensamentos e sentimentos e o psicólogo o ajuda a entendê-los de uma maneira neutra, sem julgamentos.

A psicoterapia tem se tornado um instrumento cada vez mais comum nos dias de hoje para as pessoas poderem se sentir melhor e mais aliviadas, sendo possível identificar as causas de suas angústias ou diminuir a intensidade de seus sintomas. Ela é indicada para todas as faixas de idade sem contraindicações.

Fazer psicoterapia é um ato de amor próprio.

Psicóloga Katia da Silva Muchão

Katia da Silva Muchão

CRP 06/42588
Abordagem cognitiva comportamental
Atuando desde 1992 com ênfase em problemas de relacionamento amoroso,
separação, processo de tomada de decisão. Atendimento para adolescentes,
adultos e casais. Atualmente cursando técnicas em terapias cogntivas pela
Artmed e Terapia de casal com a psicóloga Tati Perez na abordagem
sistêmica cognitiva

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